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Práticas restaurativas em contexto de fé

Talita Raissa Forte Dos Santos

“A obra reconhece a complexidade inerente à rede de relações que se formam no seio das igrejas evangélicas e analisa a possibilidade de esse grupo de pessoas configurar uma comunidade apta a resolver conflitos decorrentes de violência doméstica contra a mulher. Talita evidencia as potencialidades desse arranjo sem recair em ingenuidade, explorando também os riscos de atribuir esse papel às igrejas, especialmente quando se trata de violência de gênero, fenômeno que pressupõe assimetrias de poder, desigualdades estruturais, opressões e hierarquias presentes nas esferas familiar, econômica, social e política, e que também atravessam as instituições religiosas.

— da apresentação de Andressa Loli Bazo

 

Talita inaugura uma complexa discussãosobre os riscos e os limites da incidência da Justiça Restaurativa em conflitos existentes em comunidades de fé. Como o(a) leitor(a) verificará no texto, a autora foi prudente e não pretendeu, como uma Caixa de Pandora, assumir que as práticas restaurativas serão legítimas à solução de todo o caleidoscópio de conflitos sociais existentes. O que a autora permitiu, a partir também de sua vivência como mulher pesquisadora e subjetividade social que professa sua fé, foi contestar as práticas relacionais existentes nessas comunidades, idealizar as respostas possíveis para, ao final, questionar como romper com as estruturas violentas que sobrepujam as liberdades das mulheres (de fé).

— do prefácio de Cristina Rego de Oliveira

Ficha técnica

ano 2026 
152 páginas | formato 14×21 | ISBN 978-65-84685-67-3
direção editorial Bruna Schlindwein Zeni | revisão ortográfica Ester da Silva Avelino | layout e diagramação Victória Cortez | bibliotecária Aline Graziela Benitez

obra impressa

no Brasil

SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS

APRESENTAÇÃO

PREFÁCIO

1 JUSTIÇA RESTAURATIVA

1.1 HISTÓRICO DA JUSTIÇA RESTAURATIVA

1.2 CONCEITOS

1.3 ELEMENTOS DAS PRÁTICAS RESTAURATIVAS

1.3.1 Vítima

1.3.2 Ofensor

1.3.3 Comunidade

1.3.4 Facilitadores

1.3.5 Marcos teóricos e práticos da justiça restaurativa brasileira

2 IGREJAS EVANGÉLICAS E A PERSPECTIVA DE COMUNIDADE

2.1 MOVIMENTOS EVANGÉLICOS NO BRASIL

 

2.2 PERCEPÇÕES DE COMUNIDADE NA SOCIOLOGIA, TEOLOGIA E JUSTIÇA RESTAURATIVA

2.3 A IGREJA EVANGÉLICA COMO COMUNIDADE NA JUSTIÇA RESTAURATIVA

3 JUSTIÇA RESTAURATIVA NO ÂMBITO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

3.1 VIOLÊNCIAS: CONCEITOS E DIFERENÇAS

3.2 PRÁTICAS RESTAURATIVAS EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

3.3 EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – RELATÓRIO “JUSTIÇA PESQUISA” DE 2018

4 IGREJA EVANGÉLICA E JUSTIÇA RESTAURATIVA EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

4.1 RELIGIÃO, VULNERABILIDADE E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

4.2 PRÁTICAS RESTAURATIVAS EM CONTEXTO DE FÉ EVANGÉLICA: RISCOS E POTENCIALIDADES

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

veja também:

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